quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Energia Interior








A energia interior é conhecida entre os chineses como Nei Chia, entre homens e mulheres há uma diferença básica para a circulação desta energia, os chineses acreditam que o homem é de natureza Yang mas produz energia Yin e a mulher é de natureza Yin e produz energia Yang, isso acontece porque a energia chi do homem flui mais intensamente no esperma e a energia da mulher flui mais intensamente no sangue, sendo que a energia da mulher flui no sentido contrario a corrente sanguínea, por essa razão as cólicas menstruais aparecem para que a mulher não perca energia vital enquanto menstrua. 


Nas escolas clássicas de Tai Chi Chuan aprende-se que o corpo humano constitui uma bateria com energia Yin e Yang, desta forma o corpo do homem esta dividido em dois polos sendo que a porção yang encontra-se do lado direito e no corpo da mulher a porção yang encontra-se do lado esquerdo, assim sendo a energia do homem flui da mão direita para a mão esquerda e a energia da mulher flui da mão esquerda para a mão direita quando postas uma em contato com a outra.

Yin e Yang





O conceito de energia interna entre os chineses está relacionado à circulação da energia vital (CHI) a partir dos cincos órgãos internos que estão relacionados aos cinco elementos (terra, água, fogo, madeira e metal) da tabela chinesa, tais elementos possuem vibrações diferentes por isso são estudados por acupunturista e por mestres de kung-fu. O Símbolo mostrado acima faz uma referencia aos dois polos da energia chi que são o ying e o yang semelhante à energia elétrica, que possui dois polos (positivo e negativo). Para compreender o que é a energia chi, podemos ilustrar uma bateria que possui dois polos distintos e os caminhos que unem esses dois polos dão origem ao que os chineses chamam de meridianos, ao longo desses meridianos existem pontos que podem ser estimulados ou sedados, promovendo desta forma o melhor funcionamento dos órgãos internos ou externos.
No kung-fu o que nos interessa é saber como acumular uma maior quantidade de energia no ponto chamado dan tien , existem basicamente oito caminhos por onde a energia vital adentra o nosso corpo (boca, nariz, olhos, ouvidos, umbigo, palmas das mãos, solas dos pés e o jien mô, este último ponto fica localizado entre o anus e os órgãos genitais), para tanto foram desenvolvidos exercícios específicos dentro das duas principais escolas de kung-fu mais conhecidas (o Wudang e Shaolin), ambas desenvolvem trabalhos distintos a partir do mesmo principio que é reter a energia dentro de si mesmo e depois usá-la de forma conveniente.
Existem muitos mitos a cerca do símbolo do ying e yang, que também é conhecido como o (peixe duplo), muitas correntes filosóficas adotam esse símbolo para ilustrar a origem de suas ideias com isso mudam a forma original do símbolo que tem como base as cores branco e preto e surgiu como uma forma de ilustrar o círculo perfeito da energia vital ou seja: tudo no mundo possui os dois lados, forte e fraco, quente e frio, ativo e passivo, masculino e feminino e etc.

sábado, 14 de novembro de 2009

Zhang Zhuang


Uma das características mais notáveis das artes marciais chinesas é a incrível capacidade de resistir, os treinamentos básicos do kung-fu servem para fortalecer o corpo de dentro para fora, entre os treinamentos básicos do kung-fu podemos citar as inúmeras variações de um exercício chamado chi kung que consiste em fazer a energia circular pelo corpo é controlar seu fluxo, podemos fazer isso ficando parados o máximo de tempo que conseguir enquanto respiramos com o baixo ventre tencionando, na China os grandes mestres de kung-fu conseguem ficar totalmente parados por duas horas, isso requer um controle mental muito grande e confere duas habilidades muito importantes no kung-fu: a camisa de ferro e o toque da morte.

Em muitas escolas de kung-fu os mestres ensinam essas duas técnicas de forma muito sutil, para treinar o zhan zhuang precisamos de um local arejado com temperatura amena bem junto à natureza, tudo que devemos fazer é relaxar a mente e focar a nossa atenção na respiração enquanto ficamos parados numa postura semelhante às fotos que estamos mostrando, no começo conseguiremos ficar pouco tempo talvez menos de dois minutos, mas com o passar dos dias aumentaremos o tempo de permanecia nessa posição e nos sentiremos menos cansados, as mãos devem permanecer bem afastadas uma da outra enquanto ficamos parados com a ponta da de língua no céu da boca, esse procedimento ativa a pequena circulação.
Treinando todos os dias o aluno aprendera a resistir ataques com base evidente, ou seja, socos, chutes, pauladas e etc. Com o tempo poderá se locomover com extrema rapidez sem se sentir cansado. O zhan zhuang não exige muito espaço para ser treinado, podemos treiná-lo numa varanda ou em outra parte qualquer da casa, e não produz ruídos, no passado os monges do templo shaolin praticavam este treinamento sobre estacas de madeira suspensas a um metro do chão, se você é um amante da arte marcial autentica jamais irá trocar um treinamento como esse por alguns pulos dentro de um ringue acolchoado, tais modalidades exploram a parte esportiva que o kung-fu pode oferecer, existe uma grande diferença entre um lutador de kung-fu e um artista marcial, os lutadores querem consolidar uma carreira colecionando troféus e medalhas para ter histórias para contar no futuro enquanto o artista marcial se interessa pela arte marcial em sua essência, o que você quer ser? Um artista marcial? Ou um lutador?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

As artes marciais


Inúmeras lutas foram desenvolvidas ao longo das eras, muitas são conhecidas como artes marciais, mas o que pouca gente sabe é que as artes marciais são aquelas artes que foram desenvolvidas para serem usadas em guerras, o termo marcial deriva da palavra Marte que significa deus da guerra dessa forma podemos entender que nas guerras são utilizados conhecimentos estratégicos, reconhecimento de campo, conhecimento anatômico, mapeamento, ataque aos serviços essenciais como: distribuição de água, luz e a armazéns com estoques de alimentos, espionagem, sabotagem e etc.
As formas de combate armado onde se utilizam armas brancas como, espadas, lanças, facões, bastões ou pu dao, serviram para os combates homem a homem que eram travados pelas infantarias, ou seja, homens que iam à frente dos exércitos, tais armas poderiam ser utilizadas também pelos homens da cavalaria que vinham montados para dar apoio aos homens da infantaria, outros tipos de armamento mais pesados eram utilizados em situações onde era preciso romper muralhas ou arrombar fortalezas, esses armamentos faziam parte da artilharia, armas como as catapultas, que eram utilizadas para derrubar muralhas ou afundar navios serviam como meios de ataque à distância, juntamente com essas armas haviam também os aríetes que eram utilizados para abrir os portões de cidades fortificadas. Os arcos e flechas também eram utilizados para incendiar cidades ou vilarejos, pois os homens da artilharia eram treinados para lançar suas flechas incendiarias ou envenenadas sobre as coberturas das casas, poços artesianos ou em plantações de alimentos, outras armas maiores e mais poderosas também eram utilizadas pelos antigos exércitos como, por exemplo, a besta gigante sobre rodas ou a besta gigante adaptada aos navios (Junco chinês), contudo para se guerrear era necessário um conjunto de fatores que se juntavam dando origem a um conjunto de procedimentos que ficou conhecido na antiguidade como a arte de guerrear, foi dessa maneira que os maiores comandantes conquistaram outros territórios desbravando fronteiras e dominando seus inimigos.


A arte da guerra, arte de guerrear, arte militar ou arte marcial são termos que tem sido usado erradamente por muitos praticantes de lutas como o karate, o Jiu-jitsu, o judô, o boxe, luta livre, kick-boxe, kendo (competição esportiva que deriva do kenjutsu), é importante ressaltar que arte marcial é o conjunto de conhecimentos que são utilizados em guerras, os conhecimentos de combates desarmados se enquadram no campo da alto defesa onde são utilizados nas ruas por pessoas comuns que juntas não formam exércitos ou milícias. As competições esportivas também chamadas erroneamente de artes marciais são aquelas onde os praticantes se enfrentam com a finalidade de mostrar seu desempenho tendo todo um suporte para que isso ocorra de forma segura, geralmente tais provas ocorrem em um local apropriado sendo assistidas por juizes (árbitros), mesários, treinadores, torcida, médicos e etc. O kung-fu é um termo genérico que abrange tanto a arte marcial, a alto defesa e pratica esportiva, as federações de kung-fu existentes no Brasil tem por finalidade integrar as escolas e os professores em eventos esportivos que ocorrem de acordo com um calendário divulgado pelas mesmas, para que isso ocorra é preciso que haja um cadastro informando a situação de cada um dos professores e as respectivas escolas, um verdadeiro praticante de kung-fu valoriza a ética profissional, utiliza o kung-fu como uma ferramenta a serviço da sociedade propagando o pensamento chinês e sua cultura, deixando de lado os interesses pessoais. Na china existem competições de artes marciais onde os praticantes demonstram inúmeras formas de dominar as armas do kung-fu, basicamente são cerca de trinta e quatro ao todo, tais armas eram utilizadas antes da invenção da pólvora que por sinal também foi inventada na china, o termo utilizado para identificar as artes marciais chinesas é o Wushu, o termo para identificar luta é o Sanchou ou San sô em outro dialeto, existe uma competição de luta desarmada onde os atletas se confrontam utilizando equipamentos de proteção como protetores de tórax, de cabeça, caneleiras, coquilhas, protetores bucais, luvas e se enfrentam sobre um piso acolchoado dentro de uma área restrita, tais lutas são divididas em assaltos que duram cerca de dois minutos e os atletas são pesados e classificados por categorias com variações de dez quilos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Chi kung part.4



Para as escolas tradicionais chinesas o kung-fu é apenas um, como já foi dito antes que na China não existem linhas de pensamentos que diferem da tradição, embora muitos pensem que os estilos praticados tenham aplicações diferentes devemos considerar que todas as pessoas têm dois braços e duas pernas, possuem meridianos, centros nervosos e mais de três mil pontos de acupuntura espalhados pelo corpo, desta forma as técnicas de combate são desenvolvidas para vencer os oponentes golpeando-os nos pontos mais vulneráveis. Estilos como o da garça e o da serpente priorizam ataques curtos e rápidos em pontos como garganta, nariz, olhos, virilhas, costelas, enquanto se defende de ataques retilíneos e circulares, suas principais ferramentas são as pontas dos dedos, os nós dos dedos, dorso das mãos, facas das mãos, cotovelos, pontas dos pés, facas dos pés, bola dos pés, calcanhares e joelhos.



O estilo wing chun foi criado a partir de técnicas da garça e da serpente, porém não utilizam movimentos de animais exceto sua postura básica de treinamento que imita as pernas de uma garça, como este estilo foi criado por uma mulher (monja Ng Mui) valoriza a sensibilidade de mãos e braços para interceptar tentativas de ataques que geralmente ocorrem com foco na linha central do corpo, para desenvolver tal sensibilidade treina-se uma técnica chamada chi sao cuja finalidade é harmonizar os cinco elementos mais a energia do oponente para que ela possa ser utilizada contra ele mesmo, sua postura é muito firme porque concentra a energia do primeiro dan tien nos pés e ao longo da coluna vertebral que deve se manter ereta durante toda a pratica do katis, fazendo isso o praticante de wing chun tem estabilidade suficiente para se defender de ataques de qualquer ângulo estando centrado e sem intenção. O tipo de chi kung utilizado durante a pratica deste estilo possibilita a perfeita sincronia entre técnicas duras e suaves, este pensamento é manifesto quando os mestre dizem aos seus alunos para utilizar as energias yin e yang, mas esta filosofia esta também presente em todos os outros estilos que equilibram as forças internas e externas.
As escolas modernas desconsideram totalmente o trabalho feito com essas energias, para eles a única coisa que interessa é a luta, treinam socos e chutes com o máximo possível de força física, realizam trabalho de musculação com levantamentos de pesos e outros treinamentos que tem por finalidade estressar o praticante, isso ocorre em todas as escolas que deixaram à tradição para trás, não estou falando especificamente das escolas wing chun, mas de outras como o karate, o tae kwon do, o jiu jitsu, o moai tai, kick box, vale tudo e san shou, porque se tornaram escolas esportivas.
Os estilos tradicionais chineses, japoneses e coreanos não possuem o foco voltado apenas para lutas, trazem consigo a preocupação com a saúde física, mental e espiritual, tais escolas apresentam um caminho de vida e são muito semelhantes entre si embora os movimentos físicos sejam diferentes, quem gosta do prazer da luta e de saborear a emoção de uma vitória deve procurar um estilo não tradicional, mas quem se preocupa com aspectos filosóficos profundos deve buscar estilos com uma tradição consolidada que irão satisfazer aos seus interesses, tais pessoas não se importam com medalhas, troféus, e honrarias, são chamados praticantes de alma.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Chi Kung part.3

Todo o treinamento chi kung consiste em algumas fazes que devem ser executadas uma após outra, algumas escolas ensinam que o primeiro passo é a meditação, outras escolas ensinam que a meditação deve ser o último passo, ambos estão corretos. Basicamente existem dois tipos de meditação, a taoísta que pode ser feita em qualquer lugar independente de uma postura e a meditação budista com local e hora determinados, toda meditação tem por objetivo fazer com que a energia chi seja recolhida para o dan tien e somados a isso existem os requisitos auxiliares como, por exemplo: diminuir os batimentos cardíacos, entrar no estado alfa, estabilizar o conteúdo emocional, isso pode ser feito através de recursos mentais e atitudes corretas, se fizermos isso durante todo o dia estaremos acumulando energia mais do que gastamos e com isso aumentaremos nossa vitalidade.

O segundo passo para o desenvolvimento desta técnica é a expansão da energia, isso ocorre quando praticamos os katis ou tao lus, as escolas modernas desconsideram a utilidade de tais exercícios, alegam que esta forma de treinamento esta ultrapassada, pois não passa de uma coreografia ensaiada com defesas e ataques que não condizem com a realidade de um combate, este conceito esta errado, pois a verdadeira função dos katis é harmonizar a cinco forças interiores que provem dos cinco órgãos, cinco vísceras e cinco sentidos somados aos movimentos de braços e pernas. Quando executamos um kati devemos fazer a energia fluir do dan tien para as mãos conforme mostra a figura abaixo.


A energia que provem do dan tien promove também estabilidade aos movimentos das pernas, na figura abaixo podemos ver como a energia produz uma raiz que sai das pontas dos dedos e também do calcanhar, este fluxo energético circula em toda a perna por dentro e por fora obedecendo ao comando mental.


Quando golpeamos com a mão aberta o fluxo de energia forma uma bola bem no meio da palma, este ponto é chamado cavidade do dragão, fica entre o monte de marte e o monte de Vênus.

Durante os treinamentos dos katis a energia deve ser canalizada para várias partes do corpo como já foi dito anteriormente, na figura abaixo podemos ver como a energia pode ser desperdiçada se não fecharmos as mãos de forma correta, o dedo polegar deve se juntar aos outros dedos para que esta energia forme uma bola quando fecharmos as mãos.


Ao fazermos isso estamos fortalecendo o nosso braço, isso é conveniente para evitar torções.

Nessa figura estamos vendo o local exato onde a energia deve ser concentrada quando desferimos um soco, os socos podem ferir um adversário por dentro e por fora, mas devemos evitar socos contra a cabeça de nossos oponentes.

Os golpes desferidos com as palmas possuem um foco mais amplo e um raio de ação maior, na figura abaixo podemos ver ate onde esta energia pode ser projetada quando realizamos um golpe com a mão aberta, é dessa maneira que quebramos pilhas de tijolos.

Aqui podemos ver como a energia pode ser projetada para as pontas dos dedos, este golpe pode ser utilizado para atacar pontos de pressão e causar inclusive a morte instantânea de um oponente.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Outras lutas


KARATE:
No Japão existem muitas escolas de Karate que são declaradamente rivais umas das outras, são aproximadamente 37 estilos conhecidos, todos eles oriundos de famílias tradicionais, sabe-se porem que o nome Karate só foi instituído em 1910 quando Gichin Funakoshi aboliu o termo Okinawa-te que representava um método de alto-defesa criado a partir do Kung-fu Shorinji Su Kenpo que era praticado no sul da China.
Originalmente a palavra caratê era escrita com os ideogramas 空手 ("mãos vazias") se referindo à dinastia chinesa Tang ou, por extensão, a mão chinesa, refletindo a influência chinesa nesse estilo de luta.
O caratê é provavelmente uma mistura de uma arte de luta chinesa levada a Okinawa por mercadores e marinheiros da província de Fujian com uma arte própria de Okinawa, nesse período as armas eram proibidas em todo território japonês, somente os samurais tinham autorização para utilizar armas brancas como espadas, sabres, facas, nunchaku e etc. Os nativos de Okinawa chamam este estilo de Okinawa-te ("mão de Okinawa"). Os estilos de caratê de Okinawa mais antigos são o Shuri-te, o Naha-te e o Tomari-te, assim chamados de acordo com os nomes das três cidades em que eles foram criados.
Em [1820] Sokon Matsumura fundiu os três estilos e criou o estilo shorin (pronuncia japonesa para a palavra chinesa shaolin), que é também a pronúncia dos ideogramas 少林 ("pequeno" e "bosque"). O nome shorin foi dado posteriormente, por Choshin Chibana, ao estilo idealizado pelo mestre Mastumura. Entretanto os próprios estudantes de Matsumura criaram novos estilos adicionando ou subtraindo técnicas ao estilo original. Gichin Funakoshi, um estudante de um dos discípulos de Matsumura, chamado Anko Itosu, foi a pessoa que introduziu e popularizou o caratê nas ilhas principais do arquipélago japonês.
O caratê de Funakoshi teve origem na versão de Itosu do estilo shorin-ryu de Matsumura que é comumente chamado de shorei-ryu. Posteriormente o estilo de Funakoshi foi chamado por outros de shotokan por seu apelido shoto; o kanji kan (館) significa prédio ou construção, portanto shotokan significa "Prédio de Shoto". O estilo shotokan foi popularizado no Japão e introduzido nas escolas secundárias antes da Segunda Guerra Mundial.
Como muitas das artes marciais praticadas no Japão, o caratê fez a sua transição para o karate-do no início do século XX. O do em karatê-do significa caminho filosofico, palavra que é análoga ao familiar conceito de tao. Como foi adotado na moderna cultura japonesa, o caratê está imbuído de certos elementos do zen budismo, sendo que a prática do caratê algumas vezes é chamada de "zen (chan em chinês) em movimento". As aulas frequentemente começam e terminam com curtos períodos de meditação. Também a repetição de movimentos, como a executada no kata(forma ou kati em chinês), é consistente com a meditação zen pretendendo maximizar o autocontrole, a atenção, a força e velocidade, mesmo em condições adversas, aumento da concentração e transformação da energia ki em jing. A influência do zen nesta arte marcial depende muito da interpretação de cada instrutor.
A modernização e sistematização do caratê no Japão também incluíram a adoção do uniforme branco (quimono ou karategi) e de faixas coloridas indicadoras do estágio alcançado pelo aluno, ambos criados e popularizados por [Jigoro Kano], fundador do [judô]. Fotos de antigos praticantes de caratê de Okinawa mostram os mestres em roupas do dia-a-dia. Durante a Segunda Guerra mundial, o caratê tornou-se popular na Coréia do Sul sob os nomes tangsudo ou kongsudo quando a pratica do taekwondo foi proibida pelos japoneses apos sua invasão. No entanto o caratê nunca chegou a ser considerado uma arte marcial por não ser utilizado como ferramenta em guerras para conquista de territórios ou conflitos étnicos. Hoje em dia o caratê é praticado apenas como esporte por jovens de todo mundo, pois consiste um excelente método para introduzir a ordem e a disciplina em escolas, desde o nível primário ate o ensino superior. No Japão existem outras artes com filosofia parecida mas que utilizam métodos diferentes como, o Iaidô, o kendo, ninjutsu, aikido, sumô e etc.
Na China existe uma variedade maior de lutas que foram criadas ao longo de aproximadamente quatro mil anos, todas essas lutas atendem a necessidades dos lutadores que precisavam dominar vários estilos para se tornarem guerreiros, alguns estilos são voltados para a luta corpo a corpo com quedas e arremessos, outros estilos priorizam ataques a distancia utilizando armas curtas ou longas para eliminar seus adversários, outros estilos priorizam o uso de técnicas em campo aberto para vencer os adversários com armas de longo alcance como, lanças que podem ser arremessadas, arco e flechas, ou dardos venenosos, os estilos que não utilizam armas também são conhecidos como caratê chinês ou boxe chinês, tais estilos tem como ferramenta principal os ataques feitos com as mãos, pés, joelhos e cotovelos.

Todas essas artes marciais criadas na china recebem o nome de kung-fu ou kenpo(em japones), porém kung-fu é um termo generico que faz alusão a toda e qualquer atividade que pode ser aprimorada com o tempo, como tocar violão, dançar, andar de bicicleta, escrever e etc. O verdadeiro nome da arte marcial chinesa é wushu que significa arte de guerra, por ser um país comunista e por ter vivido mais de cinco mil anos em estado sítio a China conquistou vários territorios como, a Manchúria e o Tibet.
AIKIDO:

Aikido ou aiquidô (em japonês 合気道, transl. aikidō), é uma arte marcial criada no Japão na década de 40 pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), a quem os praticantes desta arte respeitosamente chamam Ô-Sensei ("grande mestre") ou fundador (a expressão sensei quer dizer aquele que sabe). Ueshiba concebeu o aikido a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, sendo as principais o daito-ryu aikijujutsu, com sensei Sokaku Takeda, o kenjutsu (técnica da espada) e o jojutsu (técnica do bastão curto), sendo outro de seus mestres Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão. Seus sucessores principais no Aikido foram Kishomaru Ueshiba (1921 - 1999) e Moriteru Ueshiba (1951)
O termo aikido é composto por três caracteres kanji:
• Ai : harmonia 合
• Ki : energia 気
• Dô : caminho 道
Em tradução livre, "caminho da harmonização das energias".
O termo dô pode ser achado no judô ou no kendo, ou na arte da caligrafia (shodō) ou do arranjo de flores (kadô). O termo aiki refere-se ao princípio da luta de absorver o movimento dos atacantes para controlar suas ações com o mínimo esforço. Inspira-se no tao ou o todo ou o caminho, não se admitindo competição e onde o treino procura desenvolver sentimentos de fraternidade e cooperação. Baseia-se em movimentos fluidos e circulares. Além das técnicas de mãos vazias, os treinos também podem incluir armas: bokken ou bokutô (espada de madeira), jô (bastão curto) e tanken ou tantô (faca de madeira).
• No combate o aikido tem por costume nunca recuar.
• Se o adversário puxa o aikidoca, este o empurra e logo o gira.
• Se o adversário avança, o aikidoca o gira e tão logo o puxa.
• Especializa-se em torções dos membros superiores, bem como mãos e dedos, além de desequilíbrios.

Na sua teoria espiritual, parte fundamental da luta, o Aikido busca a harmonia dos seres com uma energia universal chamada Ki, comum às práticas zen e à ioga. Este termo não tem uma tradução estrita para o português, podendo denotar diversos conceitos: respiração, sopro vital, espírito, energia ou intenção (nas imagens quem está aplicando a técnica é denominado tori ou nage e quem sofre a aplicação é chamado uke). Os conceitos filosóficos e marciais do Aikido tem origem no antigo templo Shaolin, os mestres organizaram cinco sistemas básicos de movimentação para que o lutador possa se orientar durante uma luta corporal, cada um deles faz referencia aos cinco elementos ou cinco movimentos chineses:
Terra - está relacionado com a pura vontade de não se mover, sua representação é um quadrado, quem domina esse elemento consegue ficar imóvel e resistir a pressões externas, este elemento pode ser sintonizado quando o lutador volta os dedos dos pés em direção ao solo e em seguida abaixa seu centro de gravidade (Dan Tien ou Hara).
Água - este elemento está relacionado a à fluidez dos movimentos, principalmente os movimentos para baixo e a capacidade de passar energia através do contato com o oponente, sua representação é um triangulo eqüilátero.
Fogo – este elemento está relacionado a expansividade, sua força esta localizada entre o umbigo e o plexo solar, sua representação é um triangulo eqüilátero com o apsi voltado para baixo e sua manifestação é semelhante ao fogo produzido pela madeira, este elemento também está relacionado com o coração, fonte da vontade de cada individuo, o calor manifesto e utilizado em muitas manobras marciais provém do triplo aquecedor, meridiano que tem origem na ponta do dedo médio.
Madeira – este elemento esta relacionado aos movimentos retilíneos, sua representação é uma figura oval, sua manifestação confere força física ao individuo, o elemento madeira representa também a figura humana e a sua harmonia com a natureza, a força deste elemento está localizada no plexo solar ou seja no osso esterno.
Metal – este elemento esta ligado aos movimentos circulares, pois sua intensidade é capaz de gerar uma energia chamada gong que é utilizada para desviar ataques retilíneos, este elemento esta relacionado também ao lugar onde estamos, por exemplo; ao realizarmos uma forma (kata, kati ou tao lu) devemos retornar ao lugar de onde saímos, quando fazemos isso reiniciamos um ciclo perfeito que não tem fim. A representação deste elemento é um circulo que na Índia está ligado ao infinito ou eterno, por esta razão o éter é o nome dado ao metal na Índia, em outra tabela chinesa este elemento também é chamado de ar.
Morihei Ueshiba teve vários alunos de onde surgiram outros clãs com idéias semelhantes e com uma base sólida de sua filosofia, com isso algumas escolas priorizam a harmonização de apenas três elementos, isso significa que os alunos devem aprender um sistema de cada vez para se tornarem completos em sua arte, no kung-fu esse é o requisito principal para que o aluno ou praticante se torne um mestre.